Quantos estilos musicais seguir sem prejudicar seu posicionamento artístico

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QUANTOS ESTILOS MUSICAIS TOCAR

Este é o segundo conteúdo que publicaremos respondendo a perguntas enviadas pelo Whatsapp. Desde o primeiro vídeo que publiquei com este formato, recebi várias questões interessantes sobre marketing musical e music business e eu tenho ouvido todas para selecionar as melhores e respondê-las em vídeo.

A pergunta de hoje é a seguinte:

Quantos estilos musicais posso seguir sem prejudicar meu posicionamento no Mercado Musical?

RESPOSTA: Alguns artistas podem até parecer ecléticos, mas na maioria dos casos todos eles são reconhecidos pelo público por se posicionarem em apenas um segmento musical.

O ideal é você escolher um estilo musical principal e, dentro dele, incorporar outros estilos que fazem parte do seu repertório. Exemplo: se você gosta de Rock e música Country, escolha um deles para ser o seu principal e incorpore elementos do outro nas suas músicas.

Eu acredito que não há problema algum em diversificar seu repertório, mas é necessário você escolher em qual prateleira seu disco vai ficar na loja. O próprio mercado precisa disso para catalogar as milhares de músicas que existem e segmentar para o público comprador.

Alguns tipos de posicionamento:

Você pode se posicionar no mercado musical de diversas maneiras e todas elas podem gerar resultado. Escolher um ou outro posicionamento é uma simples decisão baseada nas suas experiências de vida e seu gosto pessoal. Com relação ao segmento musical, vou te dar três exemplos de posicionamento que você pode seguir:

Raiz: Você pode se posicionar na indústria musical como um artista ou banda que vai sempre na contra-mão do mercado popular, que toca apenas música de raiz (sertanejo, samba ou rock tradicional), como por exemplo a dupla Mayck e Lian ou o Arlindo Cruz.

Popular: Pode se posicionar como um artista ou banda popular, que tem o objetivo principal de emplacar músicas na rádio e manter-se no circuito de shows da sua região. É o posicionamento com maior concorrência, já que maioria dos artistas buscam os mesmos objetivos.

Clássico: Pode também ser um artista clássico e tocar em ambientes que procuram por músicas mais bem formuladas e que tem um público com poder aquisitivo mais alto.

Estes são apenas alguns exemplos, mas existem vários outros. Nada impede um artista popular de colocar uma música raiz no seu repertório e nada impede um artista clássico de tocar uma música popular ao lado de uma orquestra. O mais importante sempre é saber qual o seu posicionamento principal dentro do mercado da música.

Como eu gosto de trabalhar:

Trabalhando há quase 10 anos com artistas do mercado musical brasileiro, percebi certa tendência que funciona bem desde os anos 60.

  1. Primeiro o artista se posiciona em um estilo musical e faz um trabalho primoroso dentro dele (pode-se incorporar outros estilos dentro do seu trabalho, mas um deve prevalecer sobre os outros);
  2. Aos poucos, após ter se destacado e ganhado seu espaço, você vai surpreendendo seu público com outras coisas que eles gostam e que nunca esperariam que você fizesse;
  3. Após anos de uma carreia consolidada você tem o direito (ou licença poética) de fazer o que quiser. Você terá um público tão fiel que ninguém irá se importar de ver você tocando algo que nunca havia feito antes. Pelo contrário. O gatilho mental da curiosidade fará com que eles busquem sua música como loucos, só para ver como ficou. Olhe o exemplo do Roberto Carlos, que em 2012 lançou um Funk Melody “Furdúncio” com 340.561 visualizações (e muito mais que isso em vendas).

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